Tuesday, June 23, 2009

É pau, é pedra, é o fim do caminho,É um resto de toco, um pouco sozinho, É um caco de vidro, é a vida, é o sol ,É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol, É peroba do campo, é o nó da madeira Caingá, candeia, é o MatitaPereira,É madeira de vento, tombo da ribanceira,É o mistério profundo, é o queira ou não queira,É o vento ventando, é o fim da ladeira,É a viga, é o vão, festa da cumeeira,É a chuva chovendo, é conversa ribeira, Das águas de março, é o fim da canseira,É o pé, é o chão, é a marcha estradeira,Passarinho na mão, pedra de atiradeira,É uma ave no céu, é uma ave no chão.É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão,É o fundo do poço, é o fim do caminho,No rosto o desgosto, é um pouco sozinhoÉ um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto,É um pingo pingando, é uma conta, é um contoÉ um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando,É a luz da manhã, é o tijolo chegando,É a lenha, é o dia, é o fim da picada,É a garrafa de cana, o estilhaço na estradaÉ o projeto da casa, é o corpo na cama,É o carro enguiçado, é a lama, é a lama,É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã,É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão É a promessa de vida no teu coração...

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